Como passar em concursos públicos - como fui aprovado em um concurso do Cespe | webcid
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Como passar em concursos públicos

Quem já passou em concursos públicos fala como conseguiu ser aprovado.

 


Como fui aprovado em um concurso do Cespe

Depois da frustração por não poder ter podido participar do concurso que esperei por muito tempo e que no qual eu teria meu salário melhorado consideravelmente me aventurei em outro concurso. O concurso para escriturário do Banco do Brasil que foi aplicado pelo Cespe, como todos concurseros sabem, é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, integrante da Fundação Universidade de Brasília.

Só dando um refresh na memória de quem não lembra o Cespe é aquele que, normlamente, anula uma questão certa quando a gente erra outra questão.

Foi assim: depois da lição aprendida a duras penas ingressei num curso superior e, no início do mesmo, foi publicado um concurso para escriturário do Banco do Brasil. Eu não pensava em prestar o dito concurso e muitos de meus colegas de trabalho estavam fazendo cursinho com a intenção de serem aprovados no concurso do Banco do Brasil. Com todo aquele alvoroço senti motivado em fazer a prova também e não pestanejei, fiz a inscrição e, para não fazer diferente das outras vezes, sem estudar fui fazer a prova.

Era minha primeira experiência em um concurso que, quando a gente erra uma questão anula outra que a gente acerta. Eu estava empregado, já tinha passado o estágio probatório e não tinha pretensões de trabalhar na área operacional de banco, mas voila, vou encarar o desafio, pensei. Fui fazer sem sequer saber o que seria cobrado na prova, apenas com a "cara e a coragem". Fiz a prova com toda tranquilidade do mundo. Li atentamente cada questão e marquei C nas questões que eu julguei estar certa e E na questão que julguei estar errada. Não deixei nenhuma questão sem marcar, afinal diante de duas opções, as chances de acertar são as mesmas de errar. Analisava cada alternativa, mesmo se fosse sobre um assunto que eu não sabia, eu julgava, segundo meu juízo e de acordo com os meus conhecimentos do cotidiano se aquela questão estava certa ou errada.

Voltei para casa sem nenhuma expectativa porquê fiz o concurso apenas por fazer. Foi mais uma motivação de estar junto com meus colegas do que para efetivamente concorrer, afnal eu não era páreo para quem tinha estudado em cursinho específico. Quando saiu o resultado descobri que tinha ficado na 205a posição. Meus colegas todos ficaram em posições mais distantes ou nem foram aprovados. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Fiquei feliz por ter saído relativamente bem e fiquei triste porquê meus colegas estavam com muita vontade de serem aprovados naquele concurso e ninguém conseguiu ficar bem posicionado.

O tempo foi passando e um belo dia, para minha surpresa, fui convocado para trabalhar no Banco do Brasil e melhor ainda, na agência da minha cidade. Meus colegas topariam ir para qualquer outra cidade, mas nenhum conseguiu. Pensei um pouco, analisei os prós e os contras e fui lá responder à convocação. Conversei sobre as possibilidade de trabalhar na área de compuação do banco e fui informado de que não teria essas oportunidades porque o departamento de computação estava concentrado em Brasília. Outra dificuldade que tinha era a de que meu curso era em período integral e para trabalhar no banco eu teria que parar o curso. Diante de tudo isso decidi que eu deixaria a vaga para o próximo colocado. A empresa onde eu trabalhava permitia eu trabalhar em horário flexível, então todo horário vago que eu tinha na universidade eu ia para a empresa trabalhar, depois ficava até as 21 ou 22 horas para conseguir comprir a média de 8 horas diárias. Depois descobri que, coincidentemente, o próximo colocado é esposo de uma ex-colega de escola da minha esposa.

Ele aceitou a convocação e foi trabalhar no banco. Ficou muito feliz pelos desafios que o banco oferece e eu continuei trabalhando no mesmo lugar, com o mesmo salário, fazendo o mesmo trabalho e terminando o curso superior.

Conclusões:

  1. Quando se vai fazer uma prova é sempre melhor ficar tranquilo que nervoso. Quando a gente fica nervoso tem mais chances de errar.
  2. Todos meus colegas ficaram admirados de eu sair melhor que eles. Além da minha tranquilidade eu não tinha nenhum conhecimento acima do conhecimento deles, simplesmente tive a sorte de conseguir julgar cada questão de forma racional, criativa e intuitiva.
  3. Julguei que não compensaria eu parar um curso para trabalhar, apesar de muita gente pensar o contrário. Julguei também que um curso superior no meu currículo não me traria a decepção que tivera recentemente na minha empresa.
  4. Questões de marcar certo e errado com uma errada anulando uma certa, se o candidato tem algum conhecimento, mesmo que seja vago, compensa analisar e "chutar" uma resposta. Se não for azarado, no mínimo, vai empatar e não sairá melhor nem pior que se deixar sem marcar. No meu caso acertei mais que errei e isso me deu a classificação. Se eu fosse marcar só o que achava sabia teria deixado sessenta porcento, ou mais, da prova sem marcar. Com essa experiência cheguei à conclusão que, nessa condição, compensa "chutar".
  5. O fato de eu ser contabilista ajudou-me na hora de de julgar as questões sobre conhecimentos bancários.
  6. Descobri que sou capaz de passar em concursos concorridos e espero que isso continue.
  7. Mais uma vez digo: é melhor estudar e estudar muito se quiser passar em um concurso, mas não estude só o conteúdo do concurso. Estude todo concurso que conseguir, faça provas sempre que puder. A experiência vale mais que saber o conteúdo em si.

 

Olegário Costa

 









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